{"id":13978,"date":"2018-12-30T00:20:08","date_gmt":"2018-12-30T02:20:08","guid":{"rendered":"https:\/\/correiosulgoiano.com.br\/?p=13978"},"modified":"2018-12-30T00:20:08","modified_gmt":"2018-12-30T02:20:08","slug":"alexandre-garcia-deixa-a-tv-globo-apos-31-anos-ha-rumores-de-que-integrara-governo-de-jair-bolsonaro-sera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiosulgoiano.com.br\/?p=13978","title":{"rendered":"Alexandre Garcia deixa a TV Globo ap\u00f3s 31 anos. H\u00e1 rumores de que integrar\u00e1 governo de Jair Bolsonaro. Ser\u00e1?"},"content":{"rendered":"<p>A TV Globo confirmou nesta sexta-feira (28) a sa\u00edda do jornalista Alexandre Garcia, que estava na emissora desde 1988. Em comunicado oficial, o diretor de jornalismo, Ali Kamel, afirmou que o \u00e2ncora deixar\u00e1 o canal para \u201camenizar um pouco seu ritmo fren\u00e9tico de trabalho\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm decis\u00e3o muito refletida, depois de quase 31 anos de trabalho aqui na Globo, Alexandre decidiu deixar a emissora para amenizar um pouco o seu ritmo fren\u00e9tico de trabalho. Diante do trabalho exemplar ao longo de todos esses anos, \u00e9 uma decis\u00e3o que respeito\u201d, escreveu Kamel.<\/p>\n<p>O texto ainda diz que Alexandre Garcia continuar\u00e1 no jornalismo. \u201cEm nossa conversa, Alexandre me disse que deixa a Globo, mas n\u00e3o o jornalismo\u201d, afirmou o diretor. \u201cEle continuar\u00e1 a ter seus coment\u00e1rios pol\u00edticos transmitidos por duzentas e oitenta r\u00e1dios Brasil afora. Do mesmo jeito, continuar\u00e1 a escrever artigos para um sem n\u00famero de jornais por todo o pa\u00eds\u201d, continuou.<\/p>\n<p>Nos mais de 30 anos na Globo, Garcia foi rep\u00f3rter especial e diretor regional de jornalismo em Bras\u00edlia. Por cerca de 10 anos, ele apresentou o telejornal \u201cDFTV\u201d, no Distrito Federal. Mais recentemente, ele trabalhou como comentarista de pol\u00edtica no \u201cBom Dia Brasil\u201d e se revezava na bancada do \u201cJornal Nacional\u201d aos s\u00e1bados, al\u00e9m de ter um programa na GloboNews, o \u201cGloboNews Alexandre Garcia\u201d.<\/p>\n<p>Veja abaixo, na \u00edntegra, o comunicado oficial da TV Globo sobre a sa\u00edda de Alexandre Garcia:<\/p>\n<p><em>\u201cConheci pessoalmente Alexandre Garcia em 1991, quando fui diretor do jornal O Globo em Bras\u00edlia e ele era o diretor regional de jornalismo da Globo na capital. Costum\u00e1vamos nos encontrar \u00e0s ter\u00e7as, quando o saudoso Toninho Drummond, ent\u00e3o diretor da Globo em Bras\u00edlia, oferecia um almo\u00e7o com fontes e nos convidava. Percebi em Alexandre, de imediato, o homem que ele \u00e9: correto, \u00edntegro e tamb\u00e9m extremamente gentil e generoso. Ele, um super consagrado jornalista, com presen\u00e7a marcante no v\u00eddeo, al\u00e9m das atribui\u00e7\u00f5es editoriais do cargo; eu, um rec\u00e9m chegado a Bras\u00edlia, com 29 anos, nove anos de profiss\u00e3o. Apesar disso, Alexandre me tratava como um igual e me ajudava no que podia. Ao chegar \u00e0 Globo em 2001 reencontrei o mesmo Alexandre: profissional completo, com conhecimento de p\u00f3s-graduado na cobertura pol\u00edtica, mas o mesmo homem gentil que eu conhecera 10 anos antes. Em decis\u00e3o muito refletida, depois de quase 31 anos de trabalho aqui na Globo, Alexandre decidiu deixar a emissora para amenizar um pouco o seu ritmo fren\u00e9tico de trabalho. Diante do trabalho exemplar ao longo de todos esses anos, \u00e9 uma decis\u00e3o que respeito. Ele deixa um legado de realiza\u00e7\u00f5es que ajudaram o jornalismo da Globo a construir sua s\u00f3lida credibilidade junto ao p\u00fablico. O trabalho na Globo foi a sequ\u00eancia de uma vida profissional que poucos podem ostentar.<\/em><\/p>\n<p><em>A naturalidade frente \u00e0s c\u00e2meras sempre foi um dos trunfos de Alexandre. Consta que quando come\u00e7ou na Globo, o saudoso Armando Nogueira dizia que ele estava inovando porque fazia gestos na televis\u00e3o. Enquanto a norma era uma postura mais formal, Alexandre caminhava, fazia gestos. Essa naturalidade vinha de crian\u00e7a. Aos sete anos j\u00e1 atuava como ator infantil na r\u00e1dio em que seu pai, o radialista Oscar Chaves Garcia, trabalhava. Aos 15, transmitia a Missa na R\u00e1dio de Cachoeira do Sul, onde nasceu em 1940. Aos 16, era locutor, redator, apresentador, rep\u00f3rter de rua da pequena r\u00e1dio Independente de Lajeado. Ao se mudar para Porto Alegre para continuar os estudos, virou locutor da R\u00e1dio Difusora, dos Di\u00e1rios Associados. Ele conta que o sal\u00e1rio pagava a pens\u00e3o e a escola.<\/em><\/p>\n<p><em>Quando entrou na PUC\/RS para estudar Comunica\u00e7\u00e3o Social(onde foi o primeiro lugar no vestibular e no curso todo e presidente do Centro Acad\u00eamico) era funcion\u00e1rio concursado com primeiro lugar no Banco do Brasil. Agora era o banc\u00e1rio sustentando os estudos do futuro jornalista. Conseguiu seu primeiro est\u00e1gio na sucursal do Jornal do Brasil na capital ga\u00facha. Especializou-se na cobertura de economia, com \u00eanfase na Bolsa de Valores. Ao ser contratado pelo JB, apostou no seu talento como jornalista e encerrou sua carreira de banc\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p><em>Em 1973, cobriu o fechamento do Congresso uruguaio, que deu in\u00edcio \u00e0 ditadura militar no pa\u00eds. Foi transferido ent\u00e3o para Buenos Aires, onde ficaria tr\u00eas anos, acompanhando a agonia do governo peronista e a crise que levaria tamb\u00e9m ao golpe militar. Alexandre teve que deixar a Argentina \u00e0s pressas depois de uma reportagem em que denunciava o esquema de corrup\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia rodovi\u00e1ria argentina pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de Mar del Plata.<\/em><\/p>\n<p><em>De volta o Brasil, foi trabalhar na sucursal do JB em Bras\u00edlia, onde permaneceu dez anos, firmando-se como um bem sucedido rep\u00f3rter de pol\u00edtica. Em 1983, estreou no v\u00eddeo na extinta TV Manchete. \u00c9 dele a entrevista do \u00faltimo presidente militar, Jo\u00e3o Figueiredo, de quem foi porta-voz por um per\u00edodo. Foi a antol\u00f3gica entrevista em que Figueiredo disse: \u201cEu quero que me esque\u00e7am!\u201d Continuou a carreira como correspondente internacional cobrindo as guerras civis no L\u00edbano e Angola \u2013 e a Guerra das Malvinas, o que lhe valeu a Ordem do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico, concedida pela Rainha Elizabeth II.<\/em><\/p>\n<p><em>Em mar\u00e7o de 1988, a convite de Alberico Souza Cruz, come\u00e7ou a trabalhar na TV Globo de Bras\u00edlia. Entre seus primeiros trabalhos, um quadro no Fant\u00e1stico que levava o seu nome: A Cr\u00f4nica de Alexandre Garcia, em que divertia os brasileiros com gafes e bastidores do mundo pol\u00edtico da capital, num texto irresist\u00edvel. Como rep\u00f3rter especial dividia-se entre o JN, o JH e o Jornal da Globo. Participou de momentos memor\u00e1veis da hist\u00f3ria recente do Brasil como as primeiras elei\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas para presidente, em 1989, depois da ditadura militar. Ao lado de Joelmir Betting, entrevistou todos os candidatos no programa Palanque Eletr\u00f4nico. Ainda foi um dos mediadores do debate de segundo turno entre Lula e Fernando Collor, realizado em pool pelas quatro grandes emissoras de ent\u00e3o, Globo, Band, SBT e Manchete.<\/em><\/p>\n<p><em>Entre 1990 e 1995, como disse, Alexandre Garcia foi diretor regional de jornalismo da Globo de Bras\u00edlia, sem deixar de lado seu trabalho frente \u00e0s c\u00e2meras. Em 1993, estreou como comentarista do JG, em 96, passou a ter um programa na GloboNews, Espa\u00e7o Aberto.<\/em><\/p>\n<p><em>De 2001 a 2011 foi o \u00e2ncora do DFTV. Comentava, analisava, cobrava das autoridades solu\u00e7\u00f5es para os muitos problemas que afetam os brasilienses. Nos \u00faltimos anos, tornou-se comentarista pol\u00edtico do Bom dia Brasil, comentarista local di\u00e1rio do DFTV e faz parte do grupo de apresentadores que se reveza na bancada do JN aos s\u00e1bados. Durante todo esse per\u00edodo, n\u00e3o houve cobertura de pol\u00edtica no Brasil sem que ele brilhasse.<\/em><\/p>\n<p><em>Em nossa conversa, Alexandre me disse que deixa a Globo, mas n\u00e3o o jornalismo. Ele continuar\u00e1 a ter seus coment\u00e1rios pol\u00edticos transmitidos por duzentas e oitenta r\u00e1dios Brasil afora. Do mesmo jeito, continuar\u00e1 a escrever artigos para um sem n\u00famero de jornais por todo o pa\u00eds. E, entre seus planos, est\u00e1 o de acrescentar outro t\u00edtulos ao seu livro de grande sucesso \u201cNos Bastidores da Not\u00edcia\u201d, lan\u00e7ado em 1990 pela Editora Globo.<\/em><\/p>\n<p><em>Em nome da Globo, eu agrade\u00e7o tudo de grande que Alexandre fez para o jornalismo da emissora, um legado que deve inspirar a todos n\u00f3s que aqui trabalhamos: profissionalismo, brilho, corre\u00e7\u00e3o e compet\u00eancia. E eu agrade\u00e7o tudo o que fez por mim, seu jeito gentil, sua generosidade. Muito obrigado Alexandre, um grande abra\u00e7o, que voc\u00ea seja muito feliz, porque voc\u00ea fez por merecer.\u201d<\/em><\/p>\n<p>FONTE:\u00a0https:\/\/jovempan.uol.com.br\/entretenimento\/tv-e-cinema\/alexandre-garcia-deixa-a-globo-apos-30-anos.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A TV Globo confirmou nesta sexta-feira (28) a sa\u00edda do jornalista Alexandre Garcia, que estava na emissora desde 1988. 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