{"id":16156,"date":"2025-02-17T12:04:49","date_gmt":"2025-02-17T15:04:49","guid":{"rendered":"https:\/\/correiosulgoiano.com.br\/?p=16156"},"modified":"2025-02-27T18:08:57","modified_gmt":"2025-02-27T21:08:57","slug":"pesquisa-quaest-pobres-se-identificam-mais-com-lula-e-direita-prevalece-entre-ricos-veja-esses-e-outros-dados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiosulgoiano.com.br\/?p=16156","title":{"rendered":"Pesquisa Quaest: pobres se identificam mais com Lula e direita prevalece entre ricos. Veja esses e outros dados"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"convert-emoji text\">Via Ag\u00eancia Estado: A identifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no Brasil varia conforme a renda, aponta a nova pesquisa Quaest, divulgada neste domingo (16\/02). Enquanto a soma dos que se identificam com o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) ou com a esquerda \u00e9 maior entre os mais pobres, na classe alta, a direita prevalece, considerando tanto bolsonaristas quanto n\u00e3o bolsonaristas.<\/span><\/p>\n<p>Entre os mais pobres, 28% se dizem lulistas ou petistas, n\u00famero que cai para 16% na classe m\u00e9dia e 12% na alta. O grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por outro lado, cresce conforme a renda: somam 9% entre os mais pobres, 12% na classe m\u00e9dia e 14% na alta, mostra o levantamento. A Quaest ouviu 2.000 pessoas no decorrer do ano passado e utilizou o Crit\u00e9rio Brasil 2024 para fazer a classifica\u00e7\u00e3o dos grupos em classes. A margem de erro \u00e9 de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.<\/p>\n<p>Somando os apoiadores de Bolsonaro com os eleitores \u00e0 direita, mas n\u00e3o bolsonaristas, os n\u00fameros de brasileiros de direita chegam a 23% na classe baixa, 34% na m\u00e9dia e 43% na alta. J\u00e1 unindo os eleitores de Lula com os esquerdistas que n\u00e3o se dizem lulistas ou petistas, os brasileiros de esquerda s\u00e3o 39% entre os mais pobres, 31% na classe m\u00e9dia e 28% na alta. Os resultados apontam uma tend\u00eancia do brasileiro \u00e0 direita nas classes m\u00e9dia e alta, mas isso n\u00e3o significa ades\u00e3o autom\u00e1tica ao bolsonarismo.<\/p>\n<p>Nos tr\u00eas segmentos, o apoio \u00e0 direita \u00e9 maior do que o apoio a Bolsonaro, chegando a mais do que o dobro na classe alta. J\u00e1 na esquerda, Lula tem um apoio esmagador na classe mais baixa: s\u00e3o 28% para Lula e 11% para esquerdistas n\u00e3o lulistas ou petistas. Esse valor muda conforme a renda. Na classe m\u00e9dia, s\u00e3o 16% lulistas e 15% esquerdistas, enquanto na alta s\u00e3o 12% apoiadores de Lula e 16% esquerdistas de outra denomina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A parcela dos que afirmam n\u00e3o ter posicionamento pol\u00edtico \u00e9 significativa em todas as faixas de renda, representando 31% na classe baixa, 32% na classe m\u00e9dia e 27% na alta. Ou seja, parte importante da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o se identifica com nenhum dos principais espectros pol\u00edticos, independentemente do seu n\u00edvel socioecon\u00f4mico.<\/p>\n<p>Lula supera Bolsonaro entre os mais pobres. Na classe m\u00e9dia, os dois est\u00e3o tecnicamente empatados, com vantagem num\u00e9rica para o petista. J\u00e1 entre os mais ricos, o empate se repete, mas a vantagem \u00e9 de Bolsonaro.<\/p>\n<p>Outro aspecto explorado pelo levantamento, o interesse por pol\u00edtica aumenta conforme a renda. Na classe baixa, 38% n\u00e3o s\u00e3o nada interessados no assunto. O desinteresse tamb\u00e9m \u00e9 alto na classe m\u00e9dia, com 28%, enquanto na classe alta essa parcela cai para 21%. J\u00e1 os muito interessados somam 11% entre os mais pobres, 15% na classe m\u00e9dia e 20% entre os mais ricos. Os \u201cmais ou menos\u201d interessados somam 24% na classe baixa, 32% na m\u00e9dia e 36% na alta.<\/p>\n<p><b>Liberdade de express\u00e3o e confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es dividem os brasileiros<\/b><br \/>\nNa pesquisa, a maioria dos entrevistados diz defender o direito de se expressar, mesmo que de forma ofensiva. O apoio a essa ideia \u00e9 numericamente maior entre os mais pobres (64%), seguido pela classe m\u00e9dia (59%) e pela alta (56%). Por outro lado, a rejei\u00e7\u00e3o ao discurso ofensivo aumenta conforme a renda, com 33% na classe baixa, 38% na m\u00e9dia e 42% na alta discordando dessa liberdade irrestrita.<\/p>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m avaliou a confian\u00e7a em institui\u00e7\u00f5es. A Igreja Cat\u00f3lica e as Igrejas Evang\u00e9licas t\u00eam \u00edndices de confian\u00e7a acima de 68% em todas as faixas de renda. Os militares tamb\u00e9m s\u00e3o vistos de forma positiva, especialmente na classe m\u00e9dia (71%). J\u00e1 o Congresso Nacional \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o com pior percep\u00e7\u00e3o: a maioria dos entrevistados n\u00e3o confia nele, sendo a rejei\u00e7\u00e3o numericamente maior entre os mais ricos (55%) e menor na classe baixa (50%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Via Ag\u00eancia Estado: A identifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no Brasil varia conforme a renda, aponta a nova pesquisa Quaest, divulgada neste domingo (16\/02). 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